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Para comprar casa em Portugal, precisa de ter disponível, no mínimo, entre 20% a 25% do valor do imóvel: 10% a 20% para a entrada inicial exigida pelo banco, mais 5% a 8% para custos de transação como IMT, Imposto do Selo e escritura.

Numa casa de 200.000€, isso representa entre 40.000€ a 50.000€ de poupanças antes de pedir o crédito.

Sumário

    Qual é o valor mínimo da entrada para comprar casa?

    Em Portugal, os bancos financiam, regra geral, até 90% do valor de avaliação do imóvel. Isto significa que precisa de ter, pelo menos, 10% do valor da casa como entrada própria, mas na prática, ter 20% é o cenário mais comum e o que oferece melhores condições de crédito.

    Exemplo prático: Para uma casa de 200.000€, a entrada mínima é de 20.000€ (10%), mas idealmente deverá ter 40.000€ (20%) para evitar condições mais restritivas ou taxas de juro mais elevadas.

    Atenção: se o banco avaliar o imóvel abaixo do preço de compra, a entrada necessária aumenta automaticamente. Por exemplo, se comprar por 200.000€ mas o banco avaliar em 185.000€, terá de cobrir os 15.000€ de diferença mais os 10% sobre os 185.000€.

    Custos de transação: o que paga além da entrada?

    A entrada é apenas uma parte do dinheiro que precisa de ter disponível. Há um conjunto de custos adicionais obrigatórios que muitos compradores subestimam:

    CustoValor estimadoNotas
    IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões)Variável (0% a 8%)Depende do preço e tipo de habitação
    Imposto do Selo0,8% do valor escrituradoFixo — sem exceções
    Escritura e registo notarial500 € a 1.000 €Varia conforme notário
    Avaliação bancária150 € a 300 €Cobrado pelo banco
    Seguros obrigatóriosA partir de ~150 €/anoSeguro de vida + multirriscos

    No total, conte com um valor adicional entre 5% e 8% do preço do imóvel só para cobrir estes encargos. Numa casa de 200.000€, isso representa entre 10.000€ e 16.000€ extra.

    Boa notícia: se tiver menos de 35 anos e for a sua primeira habitação própria permanente, pode estar isento de IMT e Imposto do Selo até determinados limites de valor. Veja a secção sobre apoios para jovens.

    Quanto preciso ganhar para conseguir o crédito habitação?

    O rendimento mensal líquido determina o valor máximo que o banco está disposto a financiar. A regra base é que a prestação do crédito habitação não deve ultrapassar 30% a 35% do rendimento mensal do agregado familiar, é o que os bancos chamam de taxa de esforço.

    Exemplo: com um rendimento líquido de 2.000€/mês, o banco aceita uma prestação máxima de cerca de 600€ a 700€. Com uma taxa de juro de 3% e prazo de 30 anos, isso corresponde a um crédito de aproximadamente 145.000€ a 165.000€.

    A tabela abaixo serve como referência para perceber qual o valor de imóvel acessível ao seu rendimento, com base numa entrada de 20% e crédito a 30 anos com taxa de 5% anual:

    Rendimento líquido mensalValor aproximado da casaEntrada inicial (20%)Prestação mensal estimada (30 anos, 5% juros)
    1.000 €100.000 €20.000 €430 €
    1.500 €150.000 €30.000 €645 €
    2.000 €200.000 €40.000 €860 €
    2.500 €250.000 €50.000 €1.075 €
    3.000 €300.000 €60.000 €1.290 €
    3.500 €350.000 €70.000 €1.505 €
    4.000 €400.000 €80.000 €1.720 €
    4.500 €450.000 €90.000 €1.935 €
    5.000 €500.000 €100.000 €2.150 €

    Nota: estes valores são estimativas orientativas. As condições reais variam consoante o banco, o perfil de risco do cliente, a taxa de juro negociada e outros créditos em vigor.

    Apoios para jovens: comprar casa com menos dinheiro

    Se tiver menos de 35 anos, o Estado português disponibiliza medidas que podem reduzir significativamente o montante inicial necessário:

    • Isenção de IMT e Imposto do Selo

    Para habitação própria e permanente com valor até determinado limite legal, os jovens com menos de 35 anos estão isentos de IMT e de Imposto do Selo. Isto pode representar uma poupança de vários milhares de euros logo na compra.

    • Garantia Pública – Crédito Habitação 100% Financiado

    O programa de Garantia Pública do Estado permite que jovens até 35 anos acedam a financiamento de 100% do valor do imóvel. O Estado garante até 15% do valor, cobrindo a parte que os bancos normalmente não financiam. Isto significa que pode comprar casa sem entrada inicial (embora precise na mesma de dinheiro para os custos de transação como IMT e escritura).

    Importante: estes apoios têm limites de valor do imóvel e condições específicas que variam. Consulte sempre um intermediário de crédito para perceber se se qualifica.

    Fatores que influenciam a capacidade de comprar casa

    Antes de avançar, é fundamental compreender os fatores que determinam o valor da casa que pode comprar:

    1. Rendimento mensal líquido: A base para calcular quanto consegue pagar em prestações.
    2. Entrada inicial: Normalmente entre 10% a 20% do valor do imóvel; quanto maior a entrada, menor a dívida.
    3. Prazo do crédito: Créditos mais longos reduzem a prestação mensal, mas aumentam o custo total em juros.
    4. Taxa de juro do crédito: A taxa média influência diretamente o valor da prestação.
    5. Encargos adicionais: Seguro de vida, seguro habitação, IMT, despesas de manutenção e outros custos mensais.

    Como calcular a sua capacidade de compra de forma personalizada

    Apesar das tabelas serem úteis, cada caso é único. Para obter resultados mais precisos, deve considerar:

    • Todos os rendimentos líquidos do agregado familiar.
    • Dívidas existentes (cartões, crédito pessoal, crédito automóvel).
    • Despesas mensais fixas (água, luz, transportes, alimentação).
    • Entrada disponível e eventual apoio familiar.

    Uso de simuladores de crédito habitação

    Hoje, os simuladores online permitem calcular:

    • Valor máximo de imóvel acessível ao seu rendimento.
    • Prestação mensal detalhada considerando prazo e taxa de juro.
    • Cenários alternativos (entrada maior, prazo mais curto, taxa variável).

    Estratégias para aumentar a sua capacidade de compra

    1. Poupar para entrada inicial mais elevada: Reduz a dívida e a prestação mensal.
    2. Reduzir outros créditos ou despesas: Aumenta a margem de financiamento junto do banco.
    3. Escolher o prazo certo do crédito: Prazos mais longos reduzem a prestação, mas aumentam o custo total.
    4. Comparar ofertas de diferentes bancos: Pequenas diferenças de taxa podem significar milhares de euros ao longo do crédito.
    5. Avaliar o custo total da habitação: Lembre-se dos seguros, IMT e manutenção.

    Saber quanto precisa ganhar para comprar casa é essencial para um planeamento financeiro seguro e responsável. Com base nas tabelas apresentadas, simuladores online e análise detalhada da sua situação financeira, pode tomar decisões informadas sobre o imóvel ideal e o crédito habitação mais adequado.

    Entretanto descubra mais conteúdos da e-loan sobre literacia financeira, IRScartões de créditocrédito consolidado e outros no nosso blog – As Minhas Finanças.

    e-loan Soluções Financeiras é um intermediário de crédito vinculado, registado no Banco de Portugal, com o número 0001398. Somos especializados em crédito consolidado, junte os seus créditos num só pagamento, com taxas competitivas e prazos flexíveis.

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    Perguntas Frequentes

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    • Para um imóvel de 150.000€, assumindo uma entrada de 20% (30.000€) e crédito habitação a 30 anos com taxa de 5%, precisaria de um rendimento líquido mensal aproximado de 1.500€, para que a prestação mensal (cerca de 645 €) seja sustentável face ao seu orçamento.

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