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Como os conflitos no Médio Oriente podem aumentar a sua prestação

Um conflito no Irão pode parecer distante, mas a sua repercussão chega rapidamente às famílias portuguesas. Desde o aumento do preço do petróleo até à subida da Euribor, tudo influencia diretamente a prestação do crédito habitação.

Neste artigo, explicamos o que está a acontecer e como se pode proteger.

Sumário

    Globalização do risco: quando a guerra chega à carteira

    O fenómeno pode parecer distante, mas o encadeamento é simples: guerra no Irão → choque energético → inflação → subida das taxas pelo BCE → Euribor sobe → crédito habitação mais caro.

    O que surpreende não é apenas a lógica económica, mas a velocidade com que estes efeitos chegam às famílias. Num mercado interligado, a antecipação dos investidores já provoca aumentos de preço antes de qualquer corte real na produção de energia.

    O Irão e o petróleo: poder estratégico global

    • O Irão é o 3.º maior produtor de petróleo da OPEP.
    • Controla o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
    • Conflitos na região elevam o prémio de risco geopolítico, aumentando o preço do petróleo antes de qualquer corte de produção.

    Exemplos históricos:

    • 1990: Guerra do Golfo – preço do petróleo duplicou em meses.
    • 2003: Invasão do Iraque – novos choques nos mercados energéticos.

    O papel do BCE - Banco Central Europeu

    Neste cenário todo, o Banco Central Europeu tem como objetivo manter a inflação perto de 2%. Quando esta dispara, a principal medida é subir as taxas de juro.

    O efeito direto é o encarecimento do crédito, incluindo o crédito habitação a taxa variável. Entre 2022 e 2023, após a guerra na Ucrânia, a taxa do BCE passou de 0,5% para 4%, provocando aumentos significativos na Euribor e, por consequência, nas prestações.

    Da Euribor ao crédito habitação

    A maioria dos créditos habitação em Portugal está indexada à Euribor + spread.

    Veja um exemplo prático:

    • Crédito de 150.000€ a 25 anos, spread 1%
    • Euribor 0% → prestação ~600€
    • Euribor 4% → prestação ~820€

    Diferença: +220€/mês, ou seja, 2.640€/ano.

    Quem é mais vulnerável?

    • Proprietários com crédito a taxa variável e spread baixo
    • Famílias jovens com créditos recentes
    • Agregados com rendimentos médios ou baixos
    • Quem está próximo do limite do prazo do crédito

    Como pode proteger-se?

    Embora não seja possível controlar a geopolítica, há estratégias para reduzir o impacto da subida da Euribor:

    • Converter para taxa fixa, garantindo prestações estáveis.
    • Contratar um cap de taxa de juro, limitando o valor máximo da taxa aplicada.
    • Renegociar ou transferir crédito para um banco com melhores condições.
    • Criar um fundo de emergência que cubra de 6 a 12 meses de prestações.

    Estas medidas ajudam a criar margem de manobra e reduzir o risco financeiro em momentos de volatilidade.

    Cadeia de efeitos da guerra e da inflação no crédito habitação

    A guerra no Irão gerou um prémio de risco geopolítico, resultando em bloqueios e na destruição de infraestruturas, o que provocou um choque energético com a subida dos preços do petróleo e do gás e um aumento significativo dos custos de produção.

    Este cenário conduziu a uma inflação generalizada, que tem vindo a corroer o poder de compra das famílias. Para controlar a situação, o Banco Central Europeu (BCE) interveio, aumentando as taxas de juro, o que, por sua vez, elevou a Euribor e tornou os créditos a taxa variável mais caros.

    Como consequência, as prestações do crédito à habitação aumentaram, pressionando ainda mais o orçamento familiar.

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    e-loan Soluções Financeiras é um intermediário de crédito vinculado, registado no Banco de Portugal, com o número 0001398. Somos especializados em crédito consolidado, junte os seus créditos num só pagamento, com taxas competitivas e prazos flexíveis.

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    Perguntas Frequentes

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    • O aumento do preço da energia provoca inflação, o BCE sobe os juros, a Euribor sobe e a prestação torna-se mais cara.

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