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Como receber o melhor reembolso possível no seu irs?

As datas para entrega do IRS mudaram, e agora os contribuintes poderão fazê-la a partir de 1 de Abril e até 30 Junho. Como a tendência, é deixar tudo para a última da hora, existem vários factores no preenchimento que nos vencem pelo cansaço , pelo detalhe e pela corrida contra o tempo.
Aconselhamos que os portugueses preparem a sua entrega o quanto antes , pois têm vários benefícios com isso , incluindo receber mais ou não pagar tanto por estar atento a certos passos.

 

ENTREGA DO IRS A TEMPO

Antes de tudo , há que saber que um minuto de atraso , gera multa. Que poderá ir desde os 25 € até aos 150 €, e poderá ser maior a penalização conforme a vontade do seu pagamento aproximando-se dos 4.000 €. Mais, convém saber que, caso tenha direito a reembolso, ele chega sempre com a pressa proporcional à sua. Mesmo entregando dentro dos prazos, os reembolsos têm estes em conta, seguindo a regra do first come , first serve.

No entanto, fixe estas datas :

Até 31 de Julho – os cumpridores de prazos a data de 31 de Julho

Até 31 de Agosto – Para os cumpridores que deverão pagar também ao estado

Até 31 de Dezembro – incumpridores

Na última opção, caso o incumprimento seja por falta de liquidez, saiba que pode fazer o pagamento em prestações. Pode pedir para dividir a conta em parcelas até 15 dias depois de terminar o prazo de liquidação mas atenção que paga juros de mora e tem de pagar cada prestação mensalmente imperativamente .

 E-FATURA

Mesmo pedindo fatura com número de contribuinte, pode correr o risco de não receber as respetivas deduções. Por este motivo, é importante guardar as faturas e consultar periodicamente e fazer as seguintes operações:

Validar faturas – Ou seja, colocar as despesas nas respetivas categorias. Se as faturas pendentes não forem validadas, não tem direito às deduções.

Verificar comunicação de facturas – Os comerciantes ou prestadores de serviços têm de comunicar as faturas emitidas até ao dia 20 do mês seguinte.Se, após essa data, a despesa não estiver no E-fatura, deve inseri-la pessoalmente. Para tal, deve ter a fatura consigo para colocar todos os elementos. Se não o fizer não terá direito à dedução.

Corrigir erros – Caso o comerciante se tenha enganado a comunicar algum elemento da fatura como, por exemplo, o valor da despesa, é possível corrigir esse erro no E-fatura.

Associar receitas –  As despesas de saúde com 23% de IVA têm de ser justificadas com receita médica. Se não fizer, não terá direito a essa dedução.

ATUALIZAÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR

Só terá de fazer esta atualização uma vez por ano, até ao dia 15 de Fevereiro. Se não o fizer, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) irá considerar as informações que colocou no ano anterior e poderá sair prejudicado, principalmente se o seu agregado familiar se alterou de um ano para o outro. No caso de pais divorciados, que tenham filhos e optado pela guarda partilhada em regime alternado, as deduções  são proporcionais à percentagem que cada paga enquanto progenitor. Muita atenção: A AT deverá ser notificada, caso contrário as deduções ficam para quem partilha residência fiscal com a criança.

JUNTOS OU SEPARADOS

A tributação conjunta é regra geral, mais vantajosa mas convêm simular caso a caso, para descobrir a melhor alternativa. Se optar pela tributação conjunta deverá assinalar para que não haja dúvidas nas finanças e não sair prejudicado/a.

VERIFICAÇÃO DECLARAÇÃO AUTOMÁTICA

Os pensionistas e trabalhadores dependentes podem aceder a uma declaração previamente preenchida pela AT com base nos dados comunicados. Não submeta essa declaração sem verificar se está tudo ok:

  • Dados pessoais;
  • Rendimentos, retenções na fonte, contribuições para a segurança social, quotizações sociais e despesas;
  • A “Demonstração da Liquidação” e a “Declaração”;
  • Simulação de regime de tributação separada e/ou conjunta

ENGLOBAR OU AUTONOMIZAR RENDIMENTOS

Se acumula rendimentos prediais ou capitais , tem a possibilidade de englobar todos os rendimentos, para apurar uma taxa de IRS ou tributá-los autonomamente à taxa de 28%.  Aos contribuintes que obtenham rendimentos reduzidos, por regra compensa mais englobar os rendimentos. Se estivermos a falar num primeiro escalão de contribuição será aplicada uma taxa de IRS de 14,5%, que é inferior à taxa autónoma de 28% aplicada a estes rendimentos.

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