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Burla de Recuperação: como a e-loan protege os clientes

Vítimas de burlas são alvo de falsas promessas de recuperação de dinheiro. Saiba como identificar e como a e-loan atua para proteger os clientes.

Sinal de aviso triangular em néon vermelho brilhante com um ponto de exclamação sobre um fundo com efeito de interferência e distorção digital

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Burla de Recuperação: a fraude que transforma vítimas em alvos pela segunda vez

Está a crescer uma fraude que tem como alvo precisamente quem já foi vítima de outra burla. Chama-se burla de recuperação, ou recovery scam, e o esquema é tão simples quanto cruel: promete-se à vítima que o dinheiro perdido pode ser recuperado, em troca de um pagamento antecipado que nunca traz de volta o que foi prometido.

Tudo começa depois de a pessoa já ter perdido dinheiro noutra fraude, seja em investimentos, esquemas de romance online ou criptomoedas. Dias ou semanas mais tarde, é contactada por alguém que garante conseguir reaver o valor perdido. Quem liga apresenta-se como alguém de confiança, um advogado, uma empresa especializada ou até um representante de um banco. Nesse contacto, é pedido um pagamento inicial, normalmente disfarçado de custos, impostos, honorários ou taxas administrativas. Feito o pagamento, o contacto desaparece ou volta a pedir mais dinheiro.

Um exemplo típico desta abordagem é uma mensagem do género: “Sabemos que perdeu 15.000€ numa plataforma de investimento fraudulenta. Conseguimos recuperar os seus fundos, mas precisamos de 750€ para desbloquear o processo.” A promessa de uma recuperação garantida, associada à pressão para agir depressa e a um contacto que a vítima nunca solicitou, são os sinais mais claros de que se trata de uma fraude.

A eficácia deste esquema explica-se pela forma como explora o momento mais frágil da vítima: o desespero por ter perdido poupanças, o sentimento de culpa por ter caído numa fraude anterior, e a esperança, quase desesperada, de recuperar o que perdeu. É por isso que os especialistas consideram esta uma das burlas mais cruéis: transforma a mesma pessoa em vítima duas vezes.

O que preocupa a e-loan

Para uma intermediária de crédito como a e-loan, este tema não é inédito. Há casos já identificados em que vítimas de burlas de recuperação, sem poupanças e sob pressão para pagar as tais taxas, chegam a pedir um crédito precisamente para conseguir esse dinheiro, agravando ainda mais a sua situação financeira. Alguns desses clientes já mencionaram, nas suas próprias conversas, o nome da e-loan como intermediário do processo. Para a empresa, a resposta a este cenário é sempre a mesma: um não claro e uma atuação preventiva.

Sempre que surge um sinal de alerta, a orientação interna passa por não avançar de imediato com o processo de crédito. Suspender a simulação ou a proposta antes de a submeter à financeira não é uma recusa, é uma pausa para validação.

O contacto com o cliente deve manter-se sempre factual e sem julgamento. A ideia não é acusar ninguém nem simular certezas sobre uma eventual burla, mas sim explicar que, antes de prosseguir, a e-loan precisa de perceber qual é o destino real do crédito. É também nesse momento que se transmite o princípio-chave que a empresa quer ver instalado em todos os clientes: entidades legítimas, Banco de Portugal, CMVM, tribunais ou plataformas de investimento sérias, nunca cobram para libertar ou devolver dinheiro. Sempre que é pedido um pagamento antecipado, esse é já, por si só, um sinal de fraude.

Quando os indícios se confirmam, a e-loan reforça junto do cliente a recomendação de apresentar queixa na PSP ou na GNR, acompanhada dos comprovativos de transferência, mesmo que a pessoa já tenha feito queixa antes, porque cada novo pedido de pagamento constitui um novo facto a reportar. Internamente, cada caso é registado, com data, conteúdo do contacto e decisão tomada, mesmo quando o crédito acaba por não avançar. Sempre que se justifique, segue-se ainda a participação da ocorrência junto do Banco de Portugal.

Este acompanhamento surge também respaldado por avisos recentes de entidades reguladoras: o Banco de Portugal alertou, em junho e outubro de 2025, para tentativas de fraude ligadas à recuperação de criptoativos e para burlas por mensagens ou chamadas que exigem pagamentos; a CMVM alertou, em outubro de 2025, para burlas com alegadas oportunidades de recuperação de perdas anteriores; e a PSP divulgou um comunicado nacional sobre burlas de investimento estruturadas em três fases: confiança, engorda e abate.

A mensagem que a e-loan quer ver chegar aos seus clientes é simples: se alguém prometer recuperar dinheiro perdido em troca de um pagamento antecipado, há motivo para desconfiar. Pode estar-se perante uma burla de recuperação e a e-loan não vai ser parte desse processo.

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