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Trabalhadores que se reformarem a partir de 2042 poderão ser “os mais penalizados”, alerta autoridade
Os trabalhadores que se reformarem a partir de 2042 poderão enfrentar pensões mais baixas. ASF alerta para penalizações futuras e defende poupança complementar.
- Publicado em: 19/01/2026
- Atualizado em: 16/01/2026
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Os portugueses que vierem a pedir a reforma a partir de 2042 serão os mais penalizados, devido às regras de cálculo do sistema de pensões, advertiu o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
Durante uma conferência dedicada à poupança e ao futuro das pensões, Gabriel Bernardino destacou que, para quem sair do mercado de trabalho após essa data, as taxas de substituição das pensões públicas deverão ser mais baixas, refletindo as regras atuais ligadas ao cálculo da carreira contributiva e ao envelhecimento demográfico.
O responsável vincou que esses trabalhadores enfrentarão um contexto em que a simples poupança em depósitos ou produtos financeiros tradicionais não é suficiente para garantir um rendimento adequado na reforma, uma vez que “a poupança não é o problema; o grande desafio é a forma como poupamos”.
Neste sentido, o presidente defendeu que a poupança complementar deixa de ser opcional e se torna estrutural para preservar o nível de vida após a saída da carreira ativa. Criticou ainda o enquadramento atual dos Planos Poupança Reforma (PPR), afirmando que estes têm sido usados mais por motivos fiscais do que como instrumentos de capitalização de longo prazo.
A proposta apresentada incluiu ainda a ideia de inscrição automática dos trabalhadores em planos de pensões profissionais com contribuição definida, com regras que permitiriam, por defeito, a inclusão de todos os empregados, como forma de democratizar o acesso a fontes adicionais de rendimento na reforma.
Especialistas em pensões associam este cenário às pressões demográficas e ao funcionamento atual do sistema público de segurança social, onde o envelhecimento da população e a menor proporção de ativos contribuintes tornam mais difícil garantir pensões elevadas no futuro.