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Ouro reafirma-se como refúgio global e mantém brilho em 2026
O ouro voltou a ocupar o centro das atenções nos mercados internacionais, consolidando-se como um dos ativos mais procurados em tempos de incerteza. Depois de um ano de fortes oscilações e ganhos históricos, o metal precioso continua a ser visto como porto seguro pelos investidores e pelos bancos centrais, ainda que o ritmo de valorização deva abrandar ao longo de 2026.
- Publicado em: 20/02/2026
- Atualizado em: 18/02/2026
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A escalada de preços foi alimentada, num primeiro momento, pela instabilidade geopolítica e comercial que marcou 2025, bem como pelas compras agressivas de reservas por parte de diversos bancos centrais, sobretudo de economias emergentes. Numa segunda fase, foi o apetite dos investidores privados que impulsionou a cotação, consolidando a tendência de alta e penalizando, em contrapartida, o valor do dólar norte-americano nos mercados cambiais.
No mercado londrino, o ouro encerrou o ano passado com uma valorização de 65%, atingindo os 4.310 dólares por onça (3.621 euros). O movimento ganhou ainda mais força em janeiro deste ano, quando o preço atingiu máximos históricos de 5.595 dólares (4.701 euros) por onça no dia 29, traduzindo uma subida de 25,7% face ao início do mês. Seguiu-se, porém, uma correção acentuada de 21,3%, que levou o preço até aos 4.404 dólares (3.700 euros) a 2 de fevereiro, antes de nova recuperação até cerca de 5.110 dólares (4.293 euros).
O Banco de Portugal, que detém uma das maiores reservas de ouro do mundo, beneficiou da valorização do ativo, registando um reforço significativo no seu balanço, ainda que muito inferior ao montante da dívida pública nacional. Apesar das flutuações recentes, os analistas consideram que a tendência de longo prazo permanece positiva, sustentada pela procura institucional, pela diversificação das reservas monetárias e pela persistência de tensões económicas e políticas à escala global.
Num mundo em que o dólar dá sinais de desgaste como ativo de referência, o ouro continua a afirmar-se como o verdadeiro denominador comum da confiança financeira internacional.