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Limitações do xisto americano impedem substituição do petróleo do Médio Oriente
Os produtores de petróleo de xisto dos EUA alertaram que a indústria não possui capacidade para substituir o volume de 20 milhões de barris diários que circula pelo Golfo Pérsico. Embora o barril supere os 82 dólares, o setor estima acrescentar apenas 400 mil barris por dia no segundo semestre de 2026. Este volume é insuficiente para compensar eventuais quebras no fornecimento global resultantes do bloqueio do Estreito de Ormuz.
- Publicado em: 08/03/2026
- Atualizado em: 08/03/2026
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A produção norte-americana atingiu o recorde de 13,6 milhões de barris diários, mas a expansão imediata enfrenta barreiras logísticas e financeiras. Segundo o JP Morgan e executivos da Latigo Petroleum, a reativação de poços e a montagem de novas infraestruturas exigem vários meses de preparação. Após um ano de 2025 marcado por despedimentos e cortes no investimento, as empresas privilegiam agora a redução de dívida e o pagamento de dividendos em vez da perfuração acelerada.
Analistas do Goldman Sachs indicam que a manutenção do conflito poderá empurrar os preços para cima dos 100 dólares por barril. Apesar de a Agência Internacional de Energia considerar o xisto a fonte mais relevante no curto prazo, o impacto real na oferta permanece marginal face à escala da produção do Médio Oriente. O setor mantém a cautela, condicionado pela necessidade de preços estáveis acima dos 75 dólares para garantir a viabilidade de novos projetos de extração.