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Instabilidade no Médio Oriente acelera transição para renováveis e independência energética
A EDP prevê um aumento estrutural na procura por energias verdes como resposta direta à crise energética no Médio Oriente e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. Em entrevista à Bloomberg, o presidente da empresa, Miguel Stilwell d’Andrade, afirmou que a volatilidade nos preços do petróleo e do gás está a reforçar a prioridade global pela diversificação de fontes e pela segurança no abastecimento. Este movimento consolida uma tendência observada desde 2022, onde a procura por custos acessíveis e autonomia energética se tornou o motor do setor.
- Publicado em: 06/03/2026
- Atualizado em: 04/03/2026
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A estratégia da elétrica nacional passa por acelerar o investimento em ativos renováveis, que já representam mais de 90% da sua produção total. No entanto, a administração alerta que a rapidez desta expansão continua condicionada por entraves burocráticos nos processos de licenciamento. Portugal serve de exemplo para esta transição, apresentando atualmente um mix energético onde as renováveis asseguram 75% do consumo, reduzindo a exposição direta aos conflitos geopolíticos que afetam os combustíveis fósseis.
Nos Estados Unidos, a EDP identifica a maior procura de eletricidade dos últimos 20 anos, impulsionada pelo crescimento exponencial dos centros de dados dedicados à Inteligência Artificial. Apesar da retórica política crítica às energias limpas, a empresa sublinha que a procura real no terreno favorece soluções de energia solar e baterias pela sua rapidez de implementação e competitividade. Entre os principais clientes que sustentam esta dinâmica estão gigantes tecnológicas como a Amazon, Google e Microsoft, que procuram assegurar o fornecimento para as suas infraestruturas críticas.