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Despedimentos coletivos atingem máximo de cinco anos e agravam pressão sobre trabalhadores e empresas

O número de despedimentos coletivos comunicados em Portugal voltou a crescer em 2025, atingindo 552 processos ao longo do ano, o valor mais elevado desde 2020. Segundo os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), este total representa um aumento de 11,07% face aos 497 despedimentos coletivos registados em 2024, confirmando a tendência de subida observada nos últimos anos.

despedimentos coletivos atingem máximo de cinco anos e agravam pressão sobre trabalhadores e empresas

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Desde 2023 que os despedimentos coletivos têm vindo a aumentar de forma consecutiva, invertendo o movimento de estabilização que se seguiu ao pico da pandemia. Em 2020 tinham sido comunicados 698 processos, num contexto excecional marcado pela crise sanitária e pelas medidas de confinamento. Excluindo esse ano, é preciso recuar a meados da década passada para encontrar níveis comparáveis de recurso a este mecanismo por parte das empresas.

Os números agora conhecidos mostram que o ajustamento não se limita a um setor ou a um tipo de empresa. Micro e pequenas empresas continuam a representar uma fatia relevante dos processos, mas médias e grandes empresas também recorreram a despedimentos coletivos para reestruturar operações e reduzir custos, num contexto de desaceleração económica, pressão sobre margens e subida de encargos financeiros. A nível regional, Lisboa e Vale do Tejo concentra a maior parte dos casos, seguindo‑se o Norte, refletindo a maior densidade empresarial destas zonas.

Também o número de trabalhadores efetivamente abrangidos por despedimentos coletivos aumentou face a 2024, acompanhando a subida do número de processos. Os dados da DGERT apontam para mais de 6,7 mil trabalhadores envolvidos entre janeiro e dezembro de 2025, dos quais a larga maioria acabou por perder o posto de trabalho. Em termos homólogos, o número de despedidos cresceu a dois dígitos, sinalizando que a ferramenta continua a ser utilizada como resposta de fundo à necessidade de redução estrutural de quadros, e não apenas em ajustes pontuais.

Setorialmente, as indústrias transformadoras mantêm‑se entre as atividades com maior número de trabalhadores afetados, mas serviços e outras áreas ligadas ao consumo também surgem com peso significativo. A redução de efetivos é identificada como a principal razão apontada pelas empresas, num contexto em que a automatização, a reorganização interna e a contenção de custos assumem maior protagonismo na gestão. Para os trabalhadores, o impacto traduz‑se não só na perda imediata de rendimento, mas também numa maior dificuldade de recolocação em alguns segmentos e regiões.

O agravamento destes indicadores reabre o debate em torno da qualidade do emprego, da resiliência das empresas e da eficácia dos mecanismos de prevenção e reconversão profissional. Especialistas e sindicatos têm vindo a alertar para a importância de reforçar políticas ativas de emprego, formação e reconversão, de forma a evitar que os despedimentos coletivos se traduzam em desemprego de longa duração. Do lado das empresas, a gestão antecipada de riscos, a diversificação de mercados e o investimento em qualificação interna surgem como fatores críticos para reduzir a necessidade de cortes mais drásticos em fases de menor crescimento.

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