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Bitcoin cai 52% em quatro meses e expõe fragilidades do mercado

A bitcoin registou uma das correções mais acentuadas da sua história nos últimos quatro meses, caindo de um máximo histórico de 126 mil dólares em outubro para cerca de 60 mil dólares na primeira semana de fevereiro, uma descida de 52%, eliminando aproximadamente dois biliões de dólares da capitalização total do mercado global de criptoativos. O movimento ocorre pouco depois de Donald Trump afirmar, em Davos, que pretende manter os Estados Unidos como “capital mundial das criptomoedas”, mostrando que nem o apoio presidencial consegue conter a volatilidade do ativo.

Bitcoin cai 52% em quatro meses e expõe fragilidades do mercado

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A descida da bitcoin coincidiu com a nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente da Reserva Federal dos EUA, considerada um fator de pressão, pois Warsh é conhecido por políticas monetárias restritivas que historicamente afetam ativos especulativos como as criptomoedas. Um balanço mais restritivo da Fed e taxas de juro elevadas reduzem a liquidez no mercado, pressionando os preços, enquanto os fundos negociados em bolsa (ETP) de bitcoin registaram saídas líquidas superiores a 3 mil milhões de dólares em janeiro, após perdas de 2 mil milhões em dezembro e 7 mil milhões em novembro, refletindo um enfraquecimento do interesse de investidores institucionais.

A bitcoin também mostrou forte correlação com ações tecnológicas, acompanhando quedas do índice Nasdaq, e dados da Coingecko indicam que o mercado global de criptoativos perdeu cerca de dois biliões de dólares desde outubro, com mais de um bilião evaporado apenas no último mês. As três maiores criptomoedas por capitalização, bitcoin, ethereum e solana, registaram perdas significativas desde o início do ano, 18% no caso da bitcoin e quase 30% para ethereum e solana.

O mercado enfrenta desafios estruturais, com mais de 60% da mineração global de bitcoin concentrada em três grandes grupos, os Estados Unidos dominando 37,8% da capacidade de mineração, seguidos pela Rússia com 15,5% e a China com 14,1%, enquanto a rede consome mais de 170 terawatt-hora por ano, 54% proveniente de fontes renováveis em 2025. Este cenário, aliado à volatilidade acentuada do mercado, mantém o futuro da bitcoin incerto e dependente de fatores macroeconómicos, políticas monetárias e fluxos de investimento.

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