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Mais famílias à procura de casa: mercado de arrendamento cresce 5% no final de 2025
Procura por casas para arrendar aumenta 5% no final de 2025, com cidades como Santarém, Leiria e Évora a registar maior pressão.
- Publicado em: 23/01/2026
- Atualizado em: 23/01/2026
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A pressão no mercado de arrendamento em Portugal voltou a intensificar-se no final de 2025. De acordo com dados divulgados pelo idealista, a procura por casas para arrendar aumentou 5% no quarto trimestre do ano, face ao período homólogo, com cada anúncio a receber, em média, 22 contactos antes de ser retirado da plataforma.
O aumento da procura acontece num contexto em que as rendas continuam em níveis elevados, apesar de a subida ter abrandado para 0,9% no mês de dezembro. Ainda assim, o desequilíbrio entre oferta e procura mantém-se evidente, dificultando o acesso à habitação para uma parte significativa das famílias.
“A evolução do número médio de contactos por anúncio confirma que o interesse no arrendamento continua elevado e estruturalmente pressionado”, sublinha Ruben Marques, porta-voz do idealista. Para o responsável, a dinâmica do mercado revela que “o problema
Santarém, Leiria e Évora entre as cidades com maior subida de procura
A intensidade da procura varia de forma significativa consoante a localização. No último trimestre de 2025, Santarém destacou-se como a capital de distrito com maior número médio de contactos por anúncio (34), seguida de Leiria (29) e de Évora e Setúbal (ambas com 27).
Beja e Ponta Delgada registaram uma média de 26 contactos por imóvel, enquanto Faro e Castelo Branco chegaram aos 24. Lisboa apresentou uma média de 20 contactos por anúncio e o Porto ficou nos 14, refletindo realidades distintas entre mercados urbanos.
No extremo oposto surgem Viana do Castelo (10 contactos) e Portalegre (13), como os mercados com menor pressão relativa na procura.
Evolução desigual entre regiões
A análise da variação anual mostra um cenário heterogéneo. Em metade das capitais de distrito, a procura por arrendamento aumentou face a 2024; na outra metade, registaram-se descidas.
Os maiores crescimentos verificaram-se em Évora (+50%), Beja (+30%) e Funchal (+28%), seguindo-se Viseu (+22%), Leiria (+21%) e Castelo Branco (+20%). Lisboa registou um crescimento mais moderado, de 5%.
Em sentido contrário, Portalegre apresentou a maior quebra (-63%), seguida de Aveiro (-24%), Bragança (-23%) e Vila Real (-19%), sinalizando que o mercado de arrendamento não evolui de forma uniforme em todo o país.
Um problema estrutural que persiste
Apesar do ligeiro abrandamento na subida das rendas no final do ano, os dados apontam para a continuidade de um problema estrutural no acesso à habitação: a procura mantém-se elevada, a oferta continua limitada e os preços permanecem acima da capacidade financeira de muitas famílias.
O fecho de 2025 confirma, assim, um cenário já visível ao longo do ano: o arrendamento tornou-se o principal refúgio habitacional para milhares de agregados, mas também um dos mercados mais competitivos e difíceis de aceder em Portugal.